Cá entre nós e as maiores sedutoras da história

As mulheres vem sendo conquistadas.

Através das diferentes eras, a mulher vive um papel diferente na sociedade.

É diferente do homem branco, que sempre teve o papel do herói ou dominador, a mulher ja foi tratada como Deusa, como nada, como puta, como escrava… 

Figuras clássicas de mulheres que arrebataram o mundo como Cleópatra e Mae West transparecem a Deusidade, inteligência, coragem e charme de uma mulher em seu poder. 

As maiores sedutoras da historia, eram mulheres poderosas e fascinantes que podiam obter qualquer homem de sua escolha, homens que eram bons para elas. 

As sedutoras estudavam a natureza do homem, e ofereciam o perfeito espaço para que eles alcançassem seus maiores sonhos, elevando-os a ser o melhor de si, e inspirando-os a restaurar sua verdadeira masculinidade.

Nao é lindo? 

As sedutoras trabalhavam as suas dimensões para viver um constante estado de emoção em movimento. A sedução, o erotismo, a quietude e o êxtase pulsavam através de sua arte. Eram parte de suas vidas. Mulheres nem tão jovens, nem tão belas. Mulheres de todas as facetas e fases, simplesmente poderosas por reconhecer seu poder, suas dimensões e multiplicidades.

Suas conquistas e desejos não eram para ferir ou amaldiçoar, mas para viver o seu direito de ter o que desejava. 

O livro “Seductress: Women Who Ravished the World and Their Lost Art of Love” apresenta e analisa as narrativas das maiores sedutoras da historia, tradições que foram esquecidas em um mundo de “princesas da Disney”. 

Ao contrario dos contos de fadas com finais felizes, as sedutoras como Afrodite e Lilith eram forças geradoras cósmicas ambulantes, que simbolizavam a forca da paixão sexual, a energia alegre da procriação, e tiveram que lutar e passar por cima de instituições patriarcais para manterem-se vivas. 

Historias memoráveis, esquecidas, transformadas. 

A sedução é 99% feitiçaria mental. Há de estuda-la. Há de ter acesso e coragem.
E parte da força sedutora está na rebeldia – que é a clareza da psique ao reconhecer sistemas de subordinação e negar vive-los. 

Lilith dizia: “Por que eu deveria estar abaixo de você se eu sou igual a você; uma vez que nós dois fomos criados do pó?” 

Mas sem esse acesso, com a destruição das linhagens e das vozes femininas, a historia vai se passando, e as mulheres vão perdendo o acesso ao seu poder intuitivo e divino.

Quantas mulheres hoje consideram-se deusas?

É muito mais comum considerem-se esposas. Mães. Avós. 

– Eu, linda? Para com isso, até parece.

Nem mesmo um elogio a mulher se permite receber, e vibrar na sensação do prazer de ser vista.

Então a mulher transforma-se em nada. Não pode falar, não pode criar, não tem opinião nem desejos.

A mulher PERMITE que isso aconteça.

Ela quebra a conexão com seu ser selvagem e sombrio. Com a sua sedutora fascinante, e a força da paixão sexual. 

Mas nao por muito tempo.

Ha uma força dentro da mulher, há a benção matrilinear que perpassa a destruição das vozes femininas, porque a memória genética é eterna. 

Os mesmos padrões e memórias patriarcais e covardes de manipulação e destruição que buscamos desfazer hoje, se fazem presentes no nosso código genético, tanto quanto os padrões e memórias de prazer e criação divina.

Carregamos as polaridades de toda a historia no nosso corpo.

Quando a mulher começa a estudar a configuração do feminino, a se reconectar a sua intuição, ouvir as historias das mulheres que vieram antes dela, ela começa a se lembrar.

As portas que pareciam trancadas, os livros que pareciam estar escritos em uma língua desconhecida, agora se abrem para que ela possa inspirar-se a viver a sua historia. 

Mas não tem um final feliz nessa historia.

Pois o sistema onde vive a mulher que busca igualdade, ira sempre existir em polaridade. É assim que funcionam as leis do universo onde vivem os humanos. 

E o ataque a sua sensualidade e ao seu poder criador irão testar a verdade na intenção da mulher.

O acesso aos inúmeros rostos do feminino oculto é seu poder inato, e ela pode optar por incorporar os que forem mais convenientes a ela a qualquer momento. É exatamente nessa pluralidade que ela poderá se restaurar e se manifestar em sua plenitude.

Mas ela deve estar ciente das suas razões.

Ela deve viver um trabalho profundo e constante de liberação das memórias ancestrais que queriam e ainda querem destruir aqueles que a fazem mal. 

Porque apesar de reconhecer o eterno ciclo de vida-morte-vida, o sofrimento, morte e dor de ninguém é responsabilidade da mulher. Nem mesmo a salvação. 
E apesar de desejar viver a união divina do masculino e feminino, a mulher não precisa de homens para acessar sua força cósmica geradora.

Então o trabalho e estudo, o acesso e expressão, o questionamento e a fala serão amigos/inimigos eternos da mulher, que viverá historias incríveis, restaurando tudo aquilo que é divino no mundo. 

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